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 Musculação para crianças, Sim ou Não?

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Wabba-Portugal

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MensagemAssunto: Musculação para crianças, Sim ou Não?   15/2/2008, 11:17 am

A ginástica com pesos pode ser divertida, além de apropriada, oferecendo segurança para a criança e o treinamento de força nas meninas ajuda a evitar a osteoporose quando adultas.

Onde estão os anões? Uma pergunta freqüente que fazíamos quando alguém argumentava que os exercícios com pesos impediriam o crescimento estatural de crianças e adolescentes. Nós sabíamos de longa data, que a musculação só trazia benefícios aos seus praticantes, independente de idade, sexo e até mesmo de condições de saúde, apenas pela observação prática de muitas décadas. Embora pudéssemos citar dezenas, ou mesmo centenas de exemplos que respaldavam nossas afirmações, estes não eram suficientes para convencer os mais céticos, assim sendo, éramos forçados a ouvir afirmações do tipo: “É claro que impede o crescimento! O indivíduo cresce para cima e o peso empurra para baixo...” Entre outros absurdos, ditos muitas vezes até por profissionais das áreas da saúde.

A criança deve ser orientada para entender por que está num programa de força e saber exatamente quais serão as vantagens advindas do treinamento.

ESTA ANTIGA CONTROVÉRSIA TERMINOU
A ciência apresentou nos últimos 15 anos, centenas de estudos conclusivos a respeito, convencendo definitivamente os profissionais da saúde da eficiência e segurança do treinamento resistido para a população mais jovem. Vejamos por exemplo, a posição de entidades internacionalmente reconhecidas como a National Strength and Conditioning Association, American Orthopedic Society for Sports Medicine e Americam Academy of Pediatrics, ao relatar os principais benefícios de um programa de musculação para crianças: aumento da força muscular, aumento da capacidade de resistência muscular localizada, redução do risco de lesões na prática esportiva e recreativa, aumento da capacidade de desempenho nas atividades físicas.

Os receios se constituíam em pura fantasia, foi o que observaram os profissionais que se envolveram em treinamento de força para crianças e adolescentes, na medida em que se especializavam em programas específicos.

A partir de 1986, observou-se que o aumento da força muscular em crianças era possível e a pergunta agora era outra: como isso ocorria, não sendo observado o crescimento do músculo? Concluiu-se que as crianças aumentavam a força em função do aperfeiçoamento da capacidade funcional do sistema nervoso, e não pela hipertrofia, difícil de ser alcançada por crianças mais jovens. Este fenômeno viria a ocorrer apenas quando estes atravessassem a fase da puberdade.

CONCEITOS EQUIVOCADOS
O cinema, a TV e a imprensa em geral, propagam imagens de indivíduos adultos levantando grandes pesos ou exibindo músculos enormes e definidos.
São os levantadores e culturistas, atletas cujos esportes utilizam o peso como base de treinamento para superar os desafios e limites impostos pelos seus esportes.
Mas não são exemplos do treinamento de força ou treinamento resistido, embora muita gente ainda acredite nisso. Razão pela qual, pais e profissionais da educação física acabam por não aconselhar crianças a praticarem exercícios com pesos, imaginando que estas iriam se submeter a treinamentos tão pesados e intensos quanto o dos atletas.

Mas o objetivo não é levantar a máxima carga possível, nem desenvolver grande massa muscular, apenas melhorar o condicionamento, evitar as lesões e aumentar o desempenho do organismo, reduzindo o risco, ou mesmo evitando as fraturas e outros traumas, tão comuns entre crianças durante as atividades esportivas, de laser e recreação.

O culturismo, onde é necessário grande massa muscular e definição, é impossível fisiologicamente para crianças, embora possa-se sugerir para estas, alguns hábitos salutares dos culturistas como a disciplina na alimentação, no repouso e nos hábitos de vida em geral, a busca pelo equilíbrio no desenvolvimento dos diversos grupos musculares, etc.

Uma criança não é um adulto pequeno, ela ainda não tem a necessária disciplina para um trabalho mais sério, mas se bem conduzida, poderá apresentar excelentes resultados em curto espaço de tempo, que lhes serão muito úteis nos brinquedos de hoje assim como nas atividades da sua futura vida adulta, além de fonte segura para mais saúde em toda a sua existência.

Mesmo sem treinamento, a força nas crianças aumenta muito em função do processo de amadurecimento.

Grandes esforços devem ser evitados. O ideal é utilizar cargas que permitam um mínimo de seis repetições.


O CRESCIMENTO ESTATURAL
Ao observar que a maioria dos grandes atletas da musculação apresentam estatura mediana - embora existam os muito altos ou muito baixos - as pessoas concluíram que os exercícios com pesos fossem os responsáveis pelo fenômeno. Por analogia, seria sensato pensar-se que o basquetebol faz crescer. Na verdade, a estatura, maior ou menor, é apenas um dos inúmeros fatores de ordem genética que tornam os indivíduos mais ou menos capazes e aptos para as exigências das diversas especialidades esportivas.

Não se deve estimular a competição entre as crianças. Cada qual reage de forma diferente ao treinamento com resultados também diferentes.

A carga genética em relação a determinadas características como a estatura dos indivíduos, não pode ser modificada. Entretanto, má alimentação, doenças e sedentarismo podem influir negativamente, razão pela qual, um estilo de vida saudável, boa alimentação e exercícios podem otimizar a potencialidade dos gens da criança.

Nenhum trabalho científico disponível sobre o assunto, documentou qualquer malefício ou influência negativa para o desenvolvimento estatural de crianças e adolescentes que se submeteram a exercícios com pesos. Alguns até sugerem o contrário, considerando-se que as atividades físicas de alta intensidade como a musculação, são estimulantes para a produção do hormônio do crescimento, que aliado às forças compressivas nas articulações e linhas de crescimento, podem desencadear situação positiva para o crescimento estatural dos jovens.

Eu particularmente acredito nessa possibilidade: a musculação favorece também o crescimento estatural.

Bibliografia e Leitura Recomendada:

Treinamento de Força para Jovens Atletas

William Kraemer/ Steven Fleck
Editora Manole – Livraria Aratebi

FONTE: Artigo publicado na Revista Musculação & Fitness - Edição 51
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