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Wabba-Portugal

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MensagemAssunto: 2º Artigo   9/1/2008, 8:02 am

FISIOLOGICAMENTE FALANDO
(2º ARTIGO TÉCNICO - SANDRO DIAS):

15/09/2007

Para uma melhor compreensão quando se lê num artigo sobre exercício físico, é fundamental percebemos como funciona o nosso organismo antes, durante e após o exercício. A fisiologia é a ciência responsável pelo estudo de todas estas funções.

Evidentemente que não vou descrever aqui os processos fisiológicos que decorrem em todas estas etapas, pelo que as mais importantes dado o contexto serão os mecanismos fisiológicos durante e pós exercício.

È importante que o praticante consiga entender a relação causa/efeito, neste caso treino/pós treino, porque facilmente conseguirá elaborar o melhor plano de treino condizentes com as suas características e situação específica.

Para que exista actividade física é essencial que haja movimento, o movimento ocorra é necessário haver deslocamento de segmentos ou peças ósseas.

Só é possível movimento graças à acção dos músculos esqueléticos que revestem todo o aparelho locomotor (ossos e articulações), que têm como missão responder em cada momento às ordens voluntárias do sistema nervoso.

Existem alguns tipos de músculos no nosso organismo, mas só nos vamos debruçar sobre os músculos estriados esqueléticos.



Os músculos têm a capacidade de contraírem quando recebem um sinal eléctrico proveniente de um nervo.

Pelo que se sabe nos dias de hoje os músculos são constituídos por pequenas fibras musculares, contendo cada uma destas imensas miofibrilas, estas últimas são compostas por uns finos filamentos de duas proteínas contrácteis, a miosina e a actina, que se encontram parcialmente sobrepostas.

A contracção das fibra muscular ocorre após o estímulo que as fibras musculares recebem do nervo motor na placa motora.



Assim que o impulso eléctrico chega até à terminação nervosa provoca a saída de um neurotransmissor (acetilcolina) que actua sobre as fibras musculares desencadeando uma sucessão de processos químicos dentro da fibra provocando posteriormente o encurtamento na longitude das miofibrilas provocando assim a contracção muscular.

A contracção muscular é um processo que envolve o gasto de energia, para que todos estes processos possam se desencadear.

Essa energia é obtida através de “uma molécula” de ATP (adenosina trifosfato) que fornece a energia necessária para que todo o processo mecânico ocorra.

Os nossos músculos possuem uma reserva muito limitada destas moléculas, o que possibilitaria unicamente uma contracção muscular de duração muito reduzida talvez entre dois a cinco segundos aproximadamente. Contudo existem formas do nosso organismo produzir estas moléculas por diversas vias.

Uma dessas vias é a anaeróbia, ou seja, quando um determinado esforço ocorre num curto espaço de tempo que não possibilite a utilização de oxigénio como “carburante” serão formados ATP através desta via que se subdivide em dois sistemas;

Anaeróbio aláctico: o ATP é produzido através da união de moléculas de ADP (adenosina difosfato)+CP (creatina fosfato) ambas armazenadas no músculo.

Este sistema também vê-se muito limitado devido às reservas de creatina no músculo o que torna esta via de obtenção de energia esgotável em muito pouco tempo, quinze segundos será aproximadamente o tempo de depleção destas reservas.

Anaeróbio láctico: através da degradação da glicose (açucares) os nossos músculos podem obter energia, num conjunto de reacções químicas algo mais complexas.

Contudo estas reacções terão como produtos finais o ATP mas também o “tão famoso” ácido láctico, que se não for removido provocará desconforto (ardor) durante o exercício e posteriormente se a sua concentração for elevada o musculo deixa de conseguir contrair. Assim sendo um exercício que seja predominantemente “alimentado” por esta via energética, está relativamente condicionado na sua duração devido ás elevadas concentrações de ácido láctico no interior das fibras musculares.

A Via aeróbia, utiliza glicose, gorduras ou proteínas (estas ultimas em menor percentagem) para a obtenção de ATP.

Esta é a via energética mais produtiva no que concerne ao número de moléculas de ATP produzidas por cada reacção química.

Tenho constatado que muita gente faz uma enorme confusão neste âmbito das vias energéticas.

A toda a hora mesmo enquanto lê este artigo, no interior das suas células estão a formar-se constantemente ATP através de todas as vias energéticas pelos processos abordados anteriormente. Tal como em exercício todas as vias energéticas trabalham em simultâneo para tentar suprir as necessidades do organismo para um determinada tarefa, todavia o que vai influenciar qual a via energética utilizada com maior predominância será a intensidade do exercício.

Sabe-se que em repouso nós somos animais aeróbios (predominantemente obtemos energia através da via aeróbia), à medida que aumentamos a intensidade de uma tarefa ou neste caso exercício, passaremos a obter com maior predominância a energia através da via anaeróbia.

Noutra altura será abordado com mais pormenor a relação entre intensidade e substrato energético utilizado de acordo com estes processos de obtenção de energia.

Texto de: Sandro Dias (Personal Trainer)
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