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 DESENCADEAMENTO DE UMA HÉRNIA (23/08/2007)

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MensagemAssunto: DESENCADEAMENTO DE UMA HÉRNIA (23/08/2007)   13/1/2008, 9:38 am

Basta um esforço violento e brusco para desencadear uma hérnia. E não há parte do corpo que fique a salvo. Na impossibilidade prática de preveni-la, esteja atento aos sinais.



Imagine um pneu de uma bicicleta. Por algum motivo o pneu rasga-se e a câmara-de-ar salta para fora. Como resolver o problema? Voltar a colocar a câmara-de-ar no devido lugar e fechar o buraco com um remendo. Agora, imagine esta situação, mas dentro do corpo, em qualquer parte do corpo.


«Uma hérnia consiste numa protrusão de um órgão ou de um tecido através de um orifício anormal», esclarece o Dr. João Hagatong, médico cirurgião do Hospital de S. Luís, em Lisboa, continuando:


«Por outras palavras, as “paredes” que ajudam a conter os órgãos e os tecidos no nosso corpo podem perder a firmeza necessária para mantê-los no devido lugar. Na parede abdominal, o entrecruzamento de bainhas musculares e de fáscias em várias direcções criam pontos de fraqueza que podem abrir uma porta para a saída de um tecido ou órgão.»

Mais frequente nos homens do que nas mulheres, o envelhecimento com o consequente enfraquecimento dos tecidos não serve, por si só, de explicação para o aparecimento das hérnias.

«Podem surgir em qualquer altura da vida, até mesmo um bebé pode nascer com uma hérnia, e neste caso estamos perante um defeito congénito, desenca­deado por uma anomalia na formação ou desenvolvimento do organismo», clarifica o Dr. João Hagatong.

Congénito ou adquirido

Etiopatogenicamente, as hérnias podem classificar-se em dois tipos: as congénitas e as adquiridas. No primeiro caso, João Hagatong dá um exemplo bastante comum, a hérnia inguinal do recém-nascido e da criança do sexo masculino.

«Durante o desenvolvimento intra-uteri­no do bebé, o testículo desce da cavidade intra-abdominal para o escroto através de um trajecto que encerra até ao final do primeiro ano de vida. Por vezes, acontece que o trajecto pode persistir aberto, favorecendo a formação ou a passagem de um conteúdo através do mesmo», diz o médico.

No topo da incidência encontram-se as hérnias adquiridas do adulto e aqui as da parede abdominal são as que assumem maior importância.

Algumas zonas têm maiores probabilidades de desenvolvimento de hérnias – a região da virilha (região inguinal e femoral), a umbilical, a epigástrica ou da linha branca – já que coincidem com zonas onde a parede do abdómen apresenta pontos mais fracos que favorecem a protrusão.

«As hérnias adquiridas estão associadas a vários factores etiológicos, entre os quais os que promovem o aumento da pressão intra-abdominal», explica o cirurgião.

Assim, o tabagismo e a bronquite crónica, pela força da tosse, a asma, pelo esforço da inspiração, ou a obesidade e até a própria gravidez e o trabalho de parto são alguns dos factores de risco para o desenvolvimento de hérnias da parede abdominal.

Podem, ainda, coexistir outros factores de origem bioquímica e metabólica, relacionados com distúrbios do metabolismo do colagénio, menos conhecidos e estudados, e que podem também estar implicados.
«As hérnias podem aparecer de uma forma súbita, após um esforço violento, mas também podem desenvolver-se lentamente ao longo de vários anos», refere o nosso entrevistado.

Todavia, uma coisa é certa, a existência de uma hérnia não deixa ninguém indife­rente aos sinais e sintomas: um «caroço» ou um «alto» na parede abdominal e sensações dolorosas incómodas ou mesmo dores associadas a determinados movimentos. No caso de a dor ser súbita, aguda e persistente, o clínico avisa que o doente poderá estar a desenvolver um quadro de encarceramento ou estrangulamento da hérnia, o que é uma urgência cirúrgica.

Cortar o mal pela raiz

Independentemente da sua origem e localização, a solução para tratar uma hérnia passa sempre pela cirur­gia.

«Estamos perante um defeito anatómico e, por isso, todas as ou­tras formas de tratamento, como a limitação da actividade e o uso de cintas ou fundas, podem aliviar temporariamente as queixas, mas não curam», anota o especialista do Hospital de S. Luís.

No campo da cirurgia, existem várias técnicas para a reparação das hérnias e que, convencionalmente, se podem agrupar em dois grupos: as técnicas de herniorrafia – nas quais se sutura o defeito herniário; e as técnicas de hernioplastia – em que se corrige o defeito com a aposição de uma prótese (rede de um material semelhante às linhas de sutura).

Qualquer que seja o tipo de cirurgia efectuada, o sucesso depende do seguimento de princípios fundamentais: uma reparação anatómica do defeito e uma ausência de tensão nos tecidos. Como cada caso é um caso, também aqui, a escolha do tratamento a efectuar depende do tipo de hérnia, da sua localização e estado evolutivo, assim como da expe­riência do cirurgião com um determinado tipo de técnica.

Dr. João Hagatong chama, ainda, a atenção para outro tipo de hérnia, felizmente menos vulgar. Decorrente de uma opera­ção prévia, a hérnia incisional surge em consequência de uma deiscência na linha de incisão e encerramento de uma intervenção. Uma complicação inerente a qualquer tipo de intervenção, cuja solução passa também por uma reparação cirúrgica.

As indesejadas hérnias

Para Eurico Viana, a causa da sua hérnia discal está mais que identificada.

Certo dia, os esforços físicos regulares deram mau resultado e acabou num bloco operatório.

«O médico disse-me que haviam três hipóteses: ou era operado, ou continua­va com as dores, ou fazia fisioterapia, mas corria o risco de ficar paralisado de um momento para o outro», refere este gerente comercial, agora em fase de pós-operatório das duas hérnias discais.

«Nem sempre é fácil, mas tento não abusar dos esforços, ainda para mais porque um problema destes deixa sequelas para a vida», continua Eurico Viana, salientando que todo o cuidado é pouco.


Descobrir as hérnias

Hérnias umbilical, discal ou inguinal. Independentemente da zona atingida ou do grau de incidência de cada uma, conhe­ça as suas características...

Hérnia epigástrica – surge na linha média do abdómen e resulta de pontos de fraqueza na bainha dos músculos rectos abdominais (músculos localizados na parte anterior e central do abdómen).

Hérnia umbilical ou paraumbilical – comum na infância, localiza-se na cicatriz umbilical, sendo geralmente desencadeada pela passagem de uma ansa intestinal através de um orifício na parede muscular subjacente à cicatriz umbilical, podendo desaparecer de forma espontânea.

Hérnia de Spiegel – apesar de rara, esta lesão ocorre na margem lateral do músculo recto do abdómen.

Hérnia inguinal – mais de 80% dos casos verifica-se nos homens. Surge na região das virilhas (zona de junção entre a coxa e parte inferior do abdómen). Pode estender-se até ao escroto e originar uma hérnia inguinoes­crotal.

Hérnia discal (lombar ou cervical) – ocorre em consequência de um esforço violento e desadequado. O disco vertebral, que amortece o movimento das vértebras, é deslocado para o exterior.

Texto de: Cristina da Cunha Pereira
Fonte: Médicos de Portugal
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